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6 de out de 2010

Nosso Corpo e o Corpo de Cristo

Os católicos são convidados pelo dogma da eucaristia, a cuidar bem do corpo humano e a respeitá-lo em sua sacralidade; sem medo e sem tabus, mas também sem bandeiras erradas... O corpo humano é o que é, com seus valores e suas misérias. Nada de endeusá-lo ou demonizá-lo. Ele é bom! Não é sujo e não é lixo porque Deus não cria nem a maldade, nem a sujeira, nem o lixo. Tem seus limites e tem suas possibilidades: o da mulher e o do homem. Carrega sua porção de dor e de enfermidades.

É sem dúvida uma complexa e maravilhosa máquina, um complexo e maravilhoso composto orgânico cheio de vida que mudou a face da terra, para o bem e para o mal. Foi esta máquina que fez o que fez neste planeta. A mente humana jamais teria conseguido isso sem os seus cúmplices: olhos, braços, pernas, boca, ouvidos, dedos, órgãos reprodutivos, pés circulação, sistema nervoso, juntas e articulações... 

Por isso faz enorme sentido festejar o corpo sagrado do mais Filho dentre todos os filhos de Deus, alguém por cuja causa temos a coragem de chamar a Deus de Pai Nosso e no declaramos filhos dele.
Nesta era do corpo humano nu, erotizado, exposto nas telas, exibido, mostrado sob todos os ângulos, explorado, comprado, vendido, banalizado, endeusado, entronizado, mercantilizado, cantado em verso e prosa, filmado, teatralizado, malhado e também torturado e massacrado faz muito sentido, é urgente até, buscar uma referência que eleve o conceito da corporeidade. Não basta ter um corpo sadio, malhado e bonito. Isso ainda não faz nem o homem nem a mulher. É apenas estrutura ou fachada do monumento que um ser humano é ou pode vir a ser.

De repente, um corpo oferecido em sacrifício e torturado numa cruz e outra vez oferecido misticamente sob as espécies de pão e de vinho, -também eles esmagados e frutos do suor e do trabalho humano- pode dar enorme sentido aos homens e mulheres de corpos pequenos, magros mirrados, gordos, grandes, pesados, doídos, feridos, cansados, doentes ou bonitos, elegantes e encantadores. Se soubermos o que fazer com nossos corpos certamente influiremos no mundo; para melhor. Se o usarmos como isca para ganhar fama, emprego, posição, dinheiro e vantagens também influiremos, mas de maneira infeliz .

Nós católicos festejamos a festa do Corpo de Cristo dado em comunhão, para entendermos isso. Crer no Corpus Christi é mais do que crer na Eucaristia. É assumir suas conseqüências. Na era do poder do corpo, temos feito o quê com o nosso?       

(Padre Zezinho, SCJ)
http://www.padrezezinhoscj.com/

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